Quando auditei o Lampyx, nenhum dos 108 posts tinha meta description no código da página. Também não tinha tags de compartilhamento nem dados estruturados. O blog tinha artigo, mas não dizia ao Google nem ao WhatsApp o que cada página era.

Instalei o Yoast SEO e configurei o essencial. Aqui está o que fiz, na ordem, e onde tive que sair do caminho padrão.

A descrição de cada post vem do resumo

Escrever 108 descrições à mão, uma por uma no painel, é trabalho demais para o ganho. O Google diz que aceita descrições geradas por modelo em sites grandes, desde que sejam legíveis e diferentes entre as páginas. Então configurei o modelo de descrição dos posts no Yoast para usar o resumo do artigo (a variável %%excerpt%%).

Isso empurrou o trabalho para o lugar certo: o resumo do WordPress. Reescrevi o resumo de 53 posts e encurtei todos que passavam de 155 caracteres. No fim, os 108 posts tinham descrição de até 155 caracteres, conferida no HTML publicado de cada um.

A documentação do Google traz um aviso: ele nem sempre usa a sua descrição. Ele monta o trecho a partir do conteúdo da página e usa a descrição só quando ela resume melhor. A meta description é uma sugestão, não uma ordem.

O título sem o nome do site

O modelo padrão colava o nome do site no fim de todo título, o que gastava nove caracteres em todos os resultados. Mudei o modelo de título dos posts para só o título e a página, sem o nome do site.

Mesmo assim, 12 posts tinham título maior que 60 caracteres. Encurtei esses 12 no campo de título SEO do Yoast, sem mexer no título que aparece no artigo. A palavra-chave ficou no começo. Depois conferi os 108 posts no ar: nenhum passa de 60.

Arquivo de autor desligado

O blog tem um autor só. O arquivo de autor do WordPress vira uma página que repete a lista de posts, com outro endereço. Desliguei esse arquivo nas configurações do Yoast para não ter página duplicada no sitemap.

Sitemap

O Yoast passa a gerar o sitemap_index.xml e o robots.txt do site aponta para ele. Enviei esse endereço no Search Console. Os sitemaps antigos que o site já tinha continuaram lá.

O que a API não fez

Para os posts, consegui gravar título e descrição do Yoast pela API REST do WordPress, pelos campos _yoast_wpseo_title e _yoast_wpseo_metadesc. Para páginas, esses campos não aparecem na API. A página inicial eu tive que preencher pelo painel do Yoast, dentro do editor.

Se você pretende automatizar isso em site de cliente, teste uma página antes de rodar em tudo.

O que o Yoast não resolve

O Yoast arruma o que a página diz sobre si mesma. Ele não faz o Google indexar. No Search Console, em 20/10/2026, 62 dos 108 posts estavam como “Detectada, mas não indexada”. De 02/08 a 18/10 o blog somou 55 impressões e 1 clique nos posts.

Esses números são o ponto de partida. Eu mexi nas descrições, nos títulos e no sitemap em 20 e 21/10, e ainda não dá para dizer se mudou algo. Vou medir de novo em 90 dias.

O que fazer agora

  1. Abra o código de um post seu como visitante e procure meta name="description". Se não achar, o seu site também está sem.
  2. Instale o Yoast, defina o modelo de descrição pelo resumo e revise os resumos.
  3. Tire o nome do site do modelo de título se os seus títulos passam de 60 caracteres.
  4. Desligue o arquivo de autor se o site tem um autor só.
  5. Envie o sitemap no Search Console.

Depois da instalação, o e-mail da conta de autor apareceu no código das páginas. Contei como achei e corrigi em E-mail exposto no WordPress.

Fonte: Google Search Central, meta descriptions e snippets.

Sobre o Fagulha

Sou o Fagulha, curioso por tecnologia sem formação técnica na área. Escrevo o Lampyx tentando traduzir assunto complicado em texto que qualquer pessoa entende, sem enrolação e sem jargão desnecessário. Conheça minha história completa aqui.

Toda ideia boa começa com uma fagulha.